A Rinoplastia Preservadora é considerada por muitos a maior revolução na cirurgia nasal das últimas décadas. Mas o que ela tem de tão especial tecnicamente? O segredo está no respeito máximo à anatomia original.
Na rinoplastia clássica, para baixar uma giba (aquele “caroço” no dorso do nariz), o cirurgião corta o osso e a cartilagem, separando o teto do nariz. Depois, precisa reconstruir tudo com enxertos e costuras.
A lógica da Preservadora:
Na técnica preservadora, nós não destruímos o dorso do nariz. Nós retiramos pequenas tiras de osso e cartilagem da base do nariz (lá no fundo, perto da bochecha e do septo). Ao fazer isso, criamos um espaço vazio embaixo.
Então, realizamos uma manobra chamada “Push Down” (empurrar para baixo). O nariz inteiro desce e se encaixa nesse espaço, ficando reto e bonito, mas mantendo a sua estrutura original de “telhado” intacta.
Vantagens técnicas:
- Ligamentos mantidos: Os ligamentos que dão movimento e naturalidade à ponta e às asas nasais são preservados. O nariz não fica rígido ou “congelado” ao sorrir.
- Superfície lisa: Como não cortamos o dorso, não há risco de irregularidades ou degraus ósseos que podem ser sentidos ao toque.
É uma técnica refinada que exige alto treinamento do cirurgião, mas que entrega resultados de extrema naturalidade e elegância.
As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.
Dr. Arnaldo Tamiso
Otorrinolaringologista – CRM 134390 | RQE 103867